IBECC – INSTITUTO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO,
CULTURA E CIÊNCIAS
LUCIANA SEGUI VISCASILLAS
JUÍZO CRÍTICO
ARISTÓTELES OU PLATÃO?
São João de Meriti
2009
ARISTÓTELES OU PLATÃO?
Trabalho de juízo crítico, analisado a partir do texto: Demônios e Metafísica de Rubem Alves, apresentado ao IBECC (Instituto Brasileiro de Educação, Cultura e Ciências), com exigência parcial no processo de formação em pedagogia.
Área de concentração: Metodologia Científica
Orientador: Profª. Maria Heloisa
São João de Meriti
2009
INTRODUÇÃO

Figura 1: Parte do afresco “Escola de Atenas” – retratando Platão e Aristóteles,
“Aristóteles é considerado o "pai" da metafísica. Um detalhe interessante da imagem que podemos observar são as mãos, tanto de Aristóteles, quanto de Platão, veja que a mão de Aristóteles esta voltada para baixo, representando sua crença em relação á realidade, e a mão de Platão para cima, ou seja, o mundo das idéias”. (Wikipédia)
Este afresco de Raphael, exemplifica o assunto que será abordado, tema esse que está na mente do homem desde que ele começou a questionar a existência das coisas: o mundo matérial x mundo espiritual. Cientistas querendo provar a inexistência de Deus e o homem espiritual tentando fazer com a humanidade acredite no poder, invisível, de Seu amor.
ARISTÓTELES OU PLATÃO?
A maioria dos homens sábios não consegue assimilar, racionalmente, a existência de um poder superior invisível que rege toda a terra. Criam teses ou aceitam teses infundadas de criacionismos e evolutivas. Homens soberbos que pensam que seus cérebros, tão frágeis, são capazes de entender o grande poder que sustenta o planeta Terra no ar, que faz o vento se mover, que faz a chuva cair, uma pessoa nascer, outra morrer, etc.
Há muitos anos atrás, os cientistas não sabiam da existência de microorganismos, pois não podiam ver com os próprios olhos, pensavam que a Terra era plana, que podiam curar loucos com choques, etc. Mas um dia, todos os que buscam a verdade no que é concreto, palpável, estarão diante da Verdade, e verão que correram atrás do vento, que seus devaneios, jamais se concretizarão e que suas “verdades” se transformarão em “trapos mofados”.
O autor Rubem Alves, quer demonstrar, com o seu texto que há coisas que não podemos ver mais que existem, ele deu alguns exemplos, como o buraco negro, o elefante e os sonhos, existem também os sentidos de percepção de perigo, os sentimentos, as ondas de rádios, de satélites, a telefonia celular, etc. Existem uma gama de coisas que não podemos ver, mas que fazem parte de nossas vidas de forma concreta.
Não é possível identificar se o cientista citado no texto, é real ou imaginário, simplesmente usado como uma figura para retratar todos os céticos, ou se realmente houve um confronto anteriormente, entre o autor e o cientista, se optarmos pela primeira hipótese, podemos afirmar que o autor busca expor seu ponto de vista de Deus e demônios, de uma forma bastante criativa e controversa. Entre outras declarações, autor menciona que “Deus existe como um ser da imaginação”, porém isso não é verdade. Para as pessoas que tiveram contato com o Filho de Deus, após sua ressurreição, Ele existe concretamente. O Apóstolo Tomé tocou-Lhe; o Apóstolo Paulo ouviu Sua voz e viu sua luz; todos os Apóstolos O viram e ouviram Sua voz; e até hoje homens, mulheres, jovens, crianças e idosos, relatam experiências de encontros com Jesus Cristo, e se há alguém que duvide destes relatos, nem assim eles se tornam falsos, porque eles são reais e verdadeiros para todos os que vivenciaram estas experiências. Portanto, Deus não é um ser da imaginação, onde cada pessoa pode ter um Deus diferente, Ele é real, concreto (apesar de espiritual), único e com uma única personalidade. Se há deuses diferentes, é porque não é o Deus que a bíblia declara e descreve, e para os que são ensinados e guiados pelo Espírito Santo, sabe que só há um Deus, uma só fé, e um só Espírito.
Outra controvérsia do texto é quando o autor cita uma personagem do livro Grandes Sertões Veredas de João Guimarães Rosa para sustentar a tese da existência de demônios, pois como um ser existente apenas no livro (Riobaldo), pode ter pensamentos sobre seres que não existem, no plano material e que não há comprovação científica (demônios).
O autor não deixa claro se ele acredita em demônios como seres realmente existentes, ou se ele nomeia as atitudes perversas do homem como demônios. Quando ele menciona: “o alimento do homem é inexistente” ele pode estar atribuindo à vivência do homem e de acordo com suas experiências cotidianas, ele pode ser alimentado por anjos se tornado um ser alado ou demônios ficando pesados, significando que todas as pessoas podem, em dados momentos, se transformarem em anjos ou demônios.
Demônios existem? Como não? Se em todo lugar podemos ver claramente a destruição causada por estes seres. Talvez para a ciência, seja impossível provar sua existência, mas para todos que são atacados e destruídos por essa força maligna, que faz com que pessoas cometam atrocidades e muitas vezes, nem lembram o que fizeram, eles são bem reais. Para quem tem um olhar espiritual é impossível não ver tanto demônios como suas ações violentas para a destruição da obra mais maravilhosa e amada criada por Deus, o homem. Os demônios existem, são reais e concretos, estão apenas em uma dimensão diferente.
CONCLUSÃO
Existiu, existe e sempre existirá, homens que duvidem da existência de Deus e de demônios, estes homens tentarão provar sua teses científicas, mas a cada dia que passa, elas são derrubada e seus idealizadores se rendem á Palavra de Deus, que é viva e jamais pode mentir, mesmo antes que os “grandes cientistas” afirmavam que a terra era plana, Isaias com sabedoria de Deus já a visualizava, redonda (Is.40:22), e Jó a viu suspensa no nada (Jô 26:10), hoje já se sabe que não se pode contar as estrelas, Abraão ficou sabendo disso quando Deus lhe fez uma promessa (Gn. 15:5). Por mais que o homem tente provar a inexistência do mundo espiritual, o Senhor enche seus pulmões de oxigênio e estes que respiram por milagre de Deus, dizem para si: - Será que Deus existe? Pois nem eles, com suas convicções, podem provar que Deus não existe, e na verdade, jamais poderão.
REFERENCIAS
ALVES, Rubem. Demônio e metafísica. Revista Psiquê, p.82.
METAFÍSICA, WIKIPÉDIA A ENCICLOPÉDIA LIVRE, Artigo de esboço sobre Filosofia/filósofo. Disponível em:
FIGURA 1 - Platão e Aristóteles, de Raphael (Stanza della Segnatura, Roma). Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Sanzio_01_Plato_ Aristotle -jpg>.